segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Enfim... o conceito de GÊNERO!

O que é mais importante: Informar, Divertir, Opinar ou Interpretar quando se trata de escrever o texto jornalístico? Qual a importância de subdividir o jornalismo em gêneros? Que outros recursos podem ajudar o jornalista no encaminhamento da sua reportagem? Estes assuntos interessam diretamente aos estudantes de jornalismo desde que a preocupação maior seja a busca da qualidade na prática profissional. Do contrário, não fazem sentido. Todavia, ter consciência dos gêneros - até mesmo pela divisão do espaço físico do jornal - pode ser útil naqueles momentos em que o repórter pode voar mais alto, sobrepondo os gêneros, assumindo o chamado "texto de autor", conduzindo o receptor através de uma leitura agradável, fascinante, com emoção, em que tudo se funde na concretude de um texto maior. Ali o repórter não esconde a sua opinião, pode ser lúdico na narrativa, passará informações de qualidade e interpretará o fato com maestria, contextualizando, explicando, esclarecendo. De qualquer modo, é sempre útil estudar os gêneros, bem como as técnicas de entrevista e o Jornalismo Literário Avançado.

A questão dos gêneros na práxis informativa ainda é uma área muito polêmica. Entretanto faz-se necessário estabelecer uma classificação de tendências em que a informação se processa.
Pelo menos no impresso, ao abrir um jornal, por exemplo, o leitor mais atento perceberá o predomínio de artigos assinados e matérias claramente opinativas como o Editorial. Nas páginas seguintes terá notícias curtas e algumas reportagens mais extensas.
No caderno final e nos suplementos especializados terá uma informação mais amena, até com uma linguagem mais alegre como na crônica esportiva ou nas crônicas propriamente ditas. Há ainda reportagens fartamente ilustradas sobre viagens, saúde, lazer, comportamento, literatura, além de palavras cruzadas, tiras, horóscopo, adivinhações etc. Por isto alguns autores classificam as matérias jornalísticas por seu conteúdo Informativo (as notícias curtas), Opinativo (os editoriais e colunas assinadas), Interpretativo (os textos mais explicativos, que interpretam o fato através de reportagens e entrevistas contextualizadas).


(Pedro Celso Campos)

Nenhum comentário:

Postar um comentário